Formações transversais

Quando conversamos com colegas de outras universidades sobre as Formações Transversais da UFMG, é frequente surgir a pergunta: essas Formações equivalem ao quê, em outras universidades? Para responder, é preciso primeiro notar que há uma semelhança das FTs com os minor degrees, que existem principal...

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Опубліковано: Editora da Universidade Federal de Minas Gerais 2026
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description Quando conversamos com colegas de outras universidades sobre as Formações Transversais da UFMG, é frequente surgir a pergunta: essas Formações equivalem ao quê, em outras universidades? Para responder, é preciso primeiro notar que há uma semelhança das FTs com os minor degrees, que existem principalmente na tradição universitária norte-americana. Como as FTs, estes são partes integrantes de cursos de graduação, com estrutura curricular própria, dotada de objetivos pedagógicos definidos e de intencionalidade de formação. Assim, os minors e as FTs têm o objetivo de ampliar o espectro de formação, possibilitando a aquisição de competências em mais de um campo do conhecimento – o que pode tanto levar a uma profissionalização diversificada, que aumenta a empregabilidade, quanto visar à ampliação do repertório de chaves para a interpretação da cultura e da sociedade. No entanto, as FTs da UFMG também são caudatárias de uma tradição universitária especificamente latino-americana que se forma, no início do século XX, quando o compromisso das comunidades universitárias com a transformação do panorama social em nosso continente inventa um tipo novo de Extensão Universitária, engajada com as realidades locais. Na UFMG, diversos projetos e programas de extensão existentes há décadas convergiram, a partir de 2014, para a estruturação de FTs, assim potencializando uma maior capilaridade interna tanto em relação ao público estudantil quanto aos docentes de diferentes áreas do conhecimento. Expandindo tal tradição latino-americana, outras FTs, mesmo não sendo originárias de projetos de extensão, se formataram como temas acadêmicos que também eram causas, e motivavam engajamento de professores e estudantes – frequentemente encontrando caminhos para novas formas de diálogo e interação com a sociedade. As Formações Transversais são uma peculiaridade da UFMG? Ou são o início de uma nova tradição? Vamos aguardar, pois os próximos 100 anos vão dizer. Ricardo H.C. Takahashi
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spelling doab-20.500.12854ir-1754762026-04-16T21:13:45Z Formações transversais Rocha, Terezinha Cristina da Costa Debortoli, José Alfredo Oliveira Ensino superior Educação inclusiva Diversidade Formações Transversais UFMG Minor degrees Currículo universitário Formação interdisciplinar Interdisciplinaridade Extensão universitária Universidade latino-americana Políticas curriculares Inovação pedagógica Engajamento social Empregabilidade Formação cidadã Integração ensino-pesquisa-extensão Educação superior no Brasil Flexibilização curricular Formação acadêmica ampliada thema EDItEUR::J Society and Social Sciences::JN Education::JNM Higher education, tertiary education Quando conversamos com colegas de outras universidades sobre as Formações Transversais da UFMG, é frequente surgir a pergunta: essas Formações equivalem ao quê, em outras universidades? Para responder, é preciso primeiro notar que há uma semelhança das FTs com os minor degrees, que existem principalmente na tradição universitária norte-americana. Como as FTs, estes são partes integrantes de cursos de graduação, com estrutura curricular própria, dotada de objetivos pedagógicos definidos e de intencionalidade de formação. Assim, os minors e as FTs têm o objetivo de ampliar o espectro de formação, possibilitando a aquisição de competências em mais de um campo do conhecimento – o que pode tanto levar a uma profissionalização diversificada, que aumenta a empregabilidade, quanto visar à ampliação do repertório de chaves para a interpretação da cultura e da sociedade. No entanto, as FTs da UFMG também são caudatárias de uma tradição universitária especificamente latino-americana que se forma, no início do século XX, quando o compromisso das comunidades universitárias com a transformação do panorama social em nosso continente inventa um tipo novo de Extensão Universitária, engajada com as realidades locais. Na UFMG, diversos projetos e programas de extensão existentes há décadas convergiram, a partir de 2014, para a estruturação de FTs, assim potencializando uma maior capilaridade interna tanto em relação ao público estudantil quanto aos docentes de diferentes áreas do conhecimento. Expandindo tal tradição latino-americana, outras FTs, mesmo não sendo originárias de projetos de extensão, se formataram como temas acadêmicos que também eram causas, e motivavam engajamento de professores e estudantes – frequentemente encontrando caminhos para novas formas de diálogo e interação com a sociedade. As Formações Transversais são uma peculiaridade da UFMG? Ou são o início de uma nova tradição? Vamos aguardar, pois os próximos 100 anos vão dizer. Ricardo H.C. Takahashi 2026-04-16T21:13:38Z 2026-04-16T21:13:38Z 2025 book ONIX_20260416T142754_9786588592649_11 9786588592649 https://directory.doabooks.org/handle/20.500.12854/175476 por image/jpeg Attribution 4.0 International http://books.scielo.org/id/4vpv3 Editora da Universidade Federal de Minas Gerais Editora UFMG 10.7476/9786588592649 Quando conversamos com colegas de outras universidades sobre as Formações Transversais da UFMG, é frequente surgir a pergunta: essas Formações equivalem ao quê, em outras universidades? Para responder, é preciso primeiro notar que há uma semelhança das FTs com os minor degrees, que existem principalmente na tradição universitária norte-americana. Como as FTs, estes são partes integrantes de cursos de graduação, com estrutura curricular própria, dotada de objetivos pedagógicos definidos e de intencionalidade de formação. Assim, os minors e as FTs têm o objetivo de ampliar o espectro de formação, possibilitando a aquisição de competências em mais de um campo do conhecimento – o que pode tanto levar a uma profissionalização diversificada, que aumenta a empregabilidade, quanto visar à ampliação do repertório de chaves para a interpretação da cultura e da sociedade. No entanto, as FTs da UFMG também são caudatárias de uma tradição universitária especificamente latino-americana que se forma, no início do século XX, quando o compromisso das comunidades universitárias com a transformação do panorama social em nosso continente inventa um tipo novo de Extensão Universitária, engajada com as realidades locais. Na UFMG, diversos projetos e programas de extensão existentes há décadas convergiram, a partir de 2014, para a estruturação de FTs, assim potencializando uma maior capilaridade interna tanto em relação ao público estudantil quanto aos docentes de diferentes áreas do conhecimento. Expandindo tal tradição latino-americana, outras FTs, mesmo não sendo originárias de projetos de extensão, se formataram como temas acadêmicos que também eram causas, e motivavam engajamento de professores e estudantes – frequentemente encontrando caminhos para novas formas de diálogo e interação com a sociedade. As Formações Transversais são uma peculiaridade da UFMG? Ou são o início de uma nova tradição? Vamos aguardar, pois os próximos 100 anos vão dizer. Ricardo H.C. Takahashi 10.7476/9786588592649 989a3f17-a765-433f-b143-101efa786c4f 9786588592649 Editora UFMG 198 open access
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