Famílias no campo : Passado e presente em duas freguesias do Baixo Minho
É uma paisagem verde, de luminosidade variável mas intensa, salpicada de casas e fábricas, onde se desenham montes de baixo relevo, pequenas bouças de pinheiros, campos em rectângulo e uma variedade mal organizada de caminhos, atalhos e estradas. O que mais impressiona hoje no Baixo Minho é o movime...
Guardat en:
| Autor principal: | |
|---|---|
| Format: | Online |
| Idioma: | portuguès |
| Publicat: |
Etnográfica Press
2021
|
| Matèries: | |
| Accés en línia: | 39986 |
| Etiquetes: |
Sense etiquetes, Sigues el primer a etiquetar aquest registre!
|
| Sumari: | É uma paisagem verde, de luminosidade variável mas intensa, salpicada de casas e fábricas, onde se desenham montes de baixo relevo, pequenas bouças de pinheiros, campos em rectângulo e uma variedade mal organizada de caminhos, atalhos e estradas. O que mais impressiona hoje no Baixo Minho é o movimento constante, de pessoas e veículos, dos que se deslocam dez, vinte ou trinta quilómetros para ir e vir do emprego, da escola ou da praia ao domingo. Os que trabalham no campo, esses, cruzam-se mais devagar no espaço da própria aldeia, a pé ou de tractor, e quase sempre sozinhos ou em grupos de dois ou três. Aí, ao contrário da paisagem verde e húmida, a mudança social é bem visível: no campo onde, há cinquenta anos, um lavrador dirigia um colectivo de trabalhadores, composto pelos seus familiares, criados e jornaleiros, encontra-se agora um agricultor solitário montado no tractor. Nas casas também se encontram continuidades e rupturas. As novas, de janelas e jardim virados para a estrada, abrigam famílias de operários fabris, empregados, pequenos empresários ou, ainda, agricultores que preferem construir uma casa nova e abandonar a antiga, a casa de lavoura granítica e resguardada do olhar público pelos muros envolventes. |
|---|