O trágico e o contraste : O Fado no bairro de Alfama

Partimos para Alfama com algumas perguntas iniciais. Onde está o fado em Alfama? Como é ele? E antes disso: haverá de facto fado em Alfama? Para nossa surpresa, as primeiras respostas que obtivemos foram rotundamente negativas. Primeiro contacto: almoço com o Vitalha (na altura, para nós era ainda o...

Whakaahuatanga katoa

I tiakina i:
Ngā taipitopito rārangi puna kōrero
Ngā kaituhi matua: António Firmino da Costa, Maria das Dores Guerreiro
Hōputu: Online
Reo:Pōtukīhi
I whakaputaina: Etnográfica Press 2021
Ngā marau:
Urunga tuihono:39979
Ngā Tūtohu: Tāpirihia he Tūtohu
Kāore He Tūtohu, Me noho koe te mea tuatahi ki te tūtohu i tēnei pūkete!
_version_ 1869528120778817536
author António Firmino da Costa
Maria das Dores Guerreiro
author_browse António Firmino da Costa
Maria das Dores Guerreiro
author_facet António Firmino da Costa
Maria das Dores Guerreiro
author_sort António Firmino da Costa
collection Directory of Open Access Books
description Partimos para Alfama com algumas perguntas iniciais. Onde está o fado em Alfama? Como é ele? E antes disso: haverá de facto fado em Alfama? Para nossa surpresa, as primeiras respostas que obtivemos foram rotundamente negativas. Primeiro contacto: almoço com o Vitalha (na altura, para nós era ainda o Victor). Cerca de 30 anos. Vive em Alfama. Nasceu lá. Aparece bem vestido, fato completo, colete e gravata. E com aquele ar malicioso, desenrascado, espertalhão, que de boa vontade se associa ao personagem característico dos bairros populares de Lisboa. O ar «gingão» — dizia ele de si próprio, meses mais tarde, em animada conversa. O Vitalha está plenamente disposto a ajudar («embora tenha pouco tempo…»: é árbitro de futebol, tem os fins-de-semana sempre ocupados). Mostra a sua aprovação por termos escolhido o bairro de Alfama como centro de interesse para o nosso estudo. E surge de imediato o termo de comparação: o Bairro Alto. Esse já não seria bom porque… «Não tem nada!… A não ser aquilo que se sabe…» Ou seja, é «muito ordinário» para nós. O tema da forte identidade colectiva bairrista e da rivalidade com outros bairros lisboetas é uma constante que se nos foi deparando em Alfama. Ainda lhe faremos referência. Veja-se para já, a este respeito, o trabalho de João Catarino e Madalena Pereira sobre os Santos Populares em Alfama e as descrições das cenas de pancadaria das «púrrias» dos bairros alfacinhas em Alfama — Gente do Mar, de Eduardo de Noronha.
format Online
id doab-20.500.12854ir-55078
institution Directory of Open Access Books
language por
publishDate 2021
publishDateRange 2021
publishDateSort 2021
publisher Etnográfica Press
publisherStr Etnográfica Press
record_format ojs
spelling doab-20.500.12854ir-550782023-12-20T12:38:50Z O trágico e o contraste : O Fado no bairro de Alfama António Firmino da Costa Maria das Dores Guerreiro H1-99 popular culture social enviroment fado Portugal bic Book Industry Communication::H Humanities Partimos para Alfama com algumas perguntas iniciais. Onde está o fado em Alfama? Como é ele? E antes disso: haverá de facto fado em Alfama? Para nossa surpresa, as primeiras respostas que obtivemos foram rotundamente negativas. Primeiro contacto: almoço com o Vitalha (na altura, para nós era ainda o Victor). Cerca de 30 anos. Vive em Alfama. Nasceu lá. Aparece bem vestido, fato completo, colete e gravata. E com aquele ar malicioso, desenrascado, espertalhão, que de boa vontade se associa ao personagem característico dos bairros populares de Lisboa. O ar «gingão» — dizia ele de si próprio, meses mais tarde, em animada conversa. O Vitalha está plenamente disposto a ajudar («embora tenha pouco tempo…»: é árbitro de futebol, tem os fins-de-semana sempre ocupados). Mostra a sua aprovação por termos escolhido o bairro de Alfama como centro de interesse para o nosso estudo. E surge de imediato o termo de comparação: o Bairro Alto. Esse já não seria bom porque… «Não tem nada!… A não ser aquilo que se sabe…» Ou seja, é «muito ordinário» para nós. O tema da forte identidade colectiva bairrista e da rivalidade com outros bairros lisboetas é uma constante que se nos foi deparando em Alfama. Ainda lhe faremos referência. Veja-se para já, a este respeito, o trabalho de João Catarino e Madalena Pereira sobre os Santos Populares em Alfama e as descrições das cenas de pancadaria das «púrrias» dos bairros alfacinhas em Alfama — Gente do Mar, de Eduardo de Noronha. 2021-02-11T21:30:25Z 2021-02-11T21:30:25Z 2019-12-06 13:15:31 1984 book 39979 9791036516382 https://directory.doabooks.org/handle/20.500.12854/55078 por image/png http://books.openedition.org/etnograficapress/1592 Etnográfica Press 10.4000/books.etnograficapress.1592 10.4000/books.etnograficapress.1592 e53dd581-5056-4059-8a0c-2f959e3151fe 9791036516382 open access
spellingShingle H1-99
popular culture
social enviroment
fado
Portugal
bic Book Industry Communication::H Humanities
António Firmino da Costa
Maria das Dores Guerreiro
O trágico e o contraste : O Fado no bairro de Alfama
title O trágico e o contraste : O Fado no bairro de Alfama
title_full O trágico e o contraste : O Fado no bairro de Alfama
title_fullStr O trágico e o contraste : O Fado no bairro de Alfama
title_full_unstemmed O trágico e o contraste : O Fado no bairro de Alfama
title_short O trágico e o contraste : O Fado no bairro de Alfama
title_sort o tragico e o contraste o fado no bairro de alfama
topic H1-99
popular culture
social enviroment
fado
Portugal
bic Book Industry Communication::H Humanities
topic_facet H1-99
popular culture
social enviroment
fado
Portugal
bic Book Industry Communication::H Humanities
url 39979
work_keys_str_mv AT antoniofirminodacosta otragicoeocontrasteofadonobairrodealfama
AT mariadasdoresguerreiro otragicoeocontrasteofadonobairrodealfama