Teatro do sacramento: a unidade teológico-retórico-política dos sermões de Antonio Vieira

O lugar-comum das “contradições” de Vieira é herdeiro de uma perspectiva anacrônica, teleológica e laicizante, cujo imaginário sugere um homem repartido em fases antagônicas, nas quais ora predomina o “político”, ora o “missionário”, ora<br />o “profeta”, o “nacionalista”, o “ultramontano” etc. Acre...

Whakaahuatanga katoa

I tiakina i:
Ngā taipitopito rārangi puna kōrero
Kaituhi matua: Alcir Pécora
Hōputu: Online
Reo:Pōtukīhi
I whakaputaina: Coimbra University Press 2021
Ngā marau:
Urunga tuihono:33122
Ngā Tūtohu: Tāpirihia he Tūtohu
Kāore He Tūtohu, Me noho koe te mea tuatahi ki te tūtohu i tēnei pūkete!
Whakaahuatanga
Whakarāpopototanga:O lugar-comum das “contradições” de Vieira é herdeiro de uma perspectiva anacrônica, teleológica e laicizante, cujo imaginário sugere um homem repartido em fases antagônicas, nas quais ora predomina o “político”, ora o “missionário”, ora<br />o “profeta”, o “nacionalista”, o “ultramontano” etc. Acreditar, contudo, que pregação e política sejam domínios contraditórios é desconsiderar os nexos da invenção seiscentista dos sermões, fornecidos pela Igreja da Contra-Reforma, pela teologia política da Segunda Escolástica e pelas novas artes do conceito engenhoso.<br />Teatro do Sacramento busca construir um verossímil histórico em que os domínios da Teologia, da Política e da Retórica não se opõem e sequer admitem autonomia entre si, pois isto equivaleria ao fracasso da via unitiva tomista, que postula analogia entre o ente finito da criatura e o puro ato de ser de seu Criador. A metáfora aplicada pelo orador é análoga