Política externa como ação afirmativa
Ano de 2005. Temia-se que a recém-(re) inaugurada política do Brasil para a África não resistiria a uma mudança de governo. Lula completou dois mandatos e seu nome ficou associado a uma inédita prioridade conferida ao continente africano. Tratava-se, em sua origem, de uma “volta à África”. Passados...
Gardado en:
| Autor Principal: | |
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| Formato: | Online |
| Idioma: | portugués |
| Publicado: |
Editora UFABC
2023
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| Subjects: | |
| Acceso en liña: | ONIX_20230102_9786589992301_35 |
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| Summary: | Ano de 2005. Temia-se que a recém-(re) inaugurada política do Brasil para a África não resistiria a uma mudança de governo. Lula completou dois mandatos e seu nome ficou associado a uma inédita prioridade conferida ao continente africano. Tratava-se, em sua origem, de uma “volta à África”. Passados cerca de quinze anos, a África vive um “boom” diplomático com a abertura de 320 novas embaixadas em seu território entre 2010 e 2016. No plano bilateral, segundo o FMI, o Brasil perdeu, de 2006 a 2018, sete posições no comércio com a África Subsaariana, enquanto Turquia e Indonésia ganharam, respectivamente, 7 e 8 posições. Mingua a política africana do Brasil assim como perdem momentum as políticas públicas de promoção da igualdade racial e sofrem evidentes ataques as pautas identitárias da população brasileira afrodescendente. Neste livro, pela primeira vez na literatura sobre a PEB, a autora aponta a vinculação entre as relações Brasil – África e a promoção da igualdade racial no Brasil, propondo a acadêmicos, a militantes do Movimento Negro e a lideranças políticas comprometidas com a luta contra o racismo no Brasil um debate informado em benefício de avanços conceituais no estudo, na formulação e execução da Política Externa do Brasil para a África. |
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