Tinta, suor, saliva e sangue
Quem sou, quando nasci, como e por quê?... acho que isso não é o essencial. Alguém dirá um dia. O que pode contar por enquanto é mesmo meu ato de escrever. Meu ofício de ser doido sem despirocar. Tenho a impressão de que nós, pretos, escrevemos por atordoamento, porque nossa civilização é a civiliza...
Sábháilte in:
| Príomhchruthaitheoir: | |
|---|---|
| Formáid: | Online |
| Teanga: | Portaingéilis |
| Foilsithe / Cruthaithe: |
EuroPhilosophie Éditions
2024
|
| Ábhair: | |
| Rochtain ar líne: | ONIX_20240916_9791095990291_148 |
| Clibeanna: |
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|---|---|
| author | Labou Tansi, Sony |
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| description | Quem sou, quando nasci, como e por quê?... acho que isso não é o essencial. Alguém dirá um dia. O que pode contar por enquanto é mesmo meu ato de escrever. Meu ofício de ser doido sem despirocar. Tenho a impressão de que nós, pretos, escrevemos por atordoamento, porque nossa civilização é a civilização da palavra. Também porque nossa visão de mundo é antes e acima de tudo uma palavra. Pra encurtar, se me pedissem pra definir minha escrita com relação à escrita negra, diria isso: gostaria que lendo qualquer um de meus livros Senghor exclamasse: “Mas é isso a negritude, caramba!” Simplesmente porque não se pode deixar de ser preto. Melhor dizendo: não se pode, quaisquer que sejam as pedras que faremos lançar sobre nós nos campos da polêmica, não se pode deixar de ser negro. Sou escritor e negro. |
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| publishDate | 2024 |
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| publisher | EuroPhilosophie Éditions |
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| spelling | doab-20.500.12854ir-1449412024-09-16T09:47:45Z Tinta, suor, saliva e sangue Labou Tansi, Sony Rodriguez-Antoniotti, Greta Wakamatsu, Takashi Sony Labou Tansi o papel das escritoras e escritores cosmocídio a doença colonial literaturas africanas pensamentos e práticas decoloniais textos críticos thema EDItEUR::D Biography, Literature and Literary studies::DS Literature: history and criticism Quem sou, quando nasci, como e por quê?... acho que isso não é o essencial. Alguém dirá um dia. O que pode contar por enquanto é mesmo meu ato de escrever. Meu ofício de ser doido sem despirocar. Tenho a impressão de que nós, pretos, escrevemos por atordoamento, porque nossa civilização é a civilização da palavra. Também porque nossa visão de mundo é antes e acima de tudo uma palavra. Pra encurtar, se me pedissem pra definir minha escrita com relação à escrita negra, diria isso: gostaria que lendo qualquer um de meus livros Senghor exclamasse: “Mas é isso a negritude, caramba!” Simplesmente porque não se pode deixar de ser preto. Melhor dizendo: não se pode, quaisquer que sejam as pedras que faremos lançar sobre nós nos campos da polêmica, não se pode deixar de ser negro. Sou escritor e negro. 2024-09-16T09:47:40Z 2024-09-16T09:47:40Z 2023 book ONIX_20240916_9791095990291_148 9791095990291 9786587529318 https://directory.doabooks.org/handle/20.500.12854/144941 por Contre\Champs image/jpeg n/a https://www.7switch.com/fr/ebook/9791095990291/from/openedition https://books.openedition.org/europhilosophie/1846 EuroPhilosophie Éditions 10.4000/books.europhilosophie.1846 Quem sou, quando nasci, como e por quê?... acho que isso não é o essencial. Alguém dirá um dia. O que pode contar por enquanto é mesmo meu ato de escrever. Meu ofício de ser doido sem despirocar. Tenho a impressão de que nós, pretos, escrevemos por atordoamento, porque nossa civilização é a civilização da palavra. Também porque nossa visão de mundo é antes e acima de tudo uma palavra. Pra encurtar, se me pedissem pra definir minha escrita com relação à escrita negra, diria isso: gostaria que lendo qualquer um de meus livros Senghor exclamasse: “Mas é isso a negritude, caramba!” Simplesmente porque não se pode deixar de ser preto. Melhor dizendo: não se pode, quaisquer que sejam as pedras que faremos lançar sobre nós nos campos da polêmica, não se pode deixar de ser negro. Sou escritor e negro. 10.4000/books.europhilosophie.1846 4be472ab-3d84-41be-a630-a3cfcd36036e 9791095990291 9786587529318 192 Toulouse open access |
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