O ritmo como fenômeno multidimensional nas baterias de escola de samba e no candomblé

Esta pesquisa identifica, a partir da diáspora africana, pontos de convergência entre o candomblé e as baterias das escolas de samba. Utilizamos conceitos expostos por Béhague (1994), Graeff (2015), Hall (2003), Hesse (1971) e Kubik (1979), referentes a características que foram trazidas por diversa...

Celý popis

Uloženo v:
Podrobná bibliografie
Hlavní autor: Castro, Rafael y
Médium: Online
Jazyk:portugalština
Vydáno: Fundação Editora da UNESP 2026
Témata:
On-line přístup:ONIX_20260416T142754_9786559543779_16
Tagy: Přidat tag
Žádné tagy, Buďte první, kdo vytvoří štítek k tomuto záznamu!
Popis
Shrnutí:Esta pesquisa identifica, a partir da diáspora africana, pontos de convergência entre o candomblé e as baterias das escolas de samba. Utilizamos conceitos expostos por Béhague (1994), Graeff (2015), Hall (2003), Hesse (1971) e Kubik (1979), referentes a características que foram trazidas por diversas etnias e aqui foram apropriadas, mantidas e transformadas, aspectos estes caracterizados pela transculturação, etnicidade e pela compreensão do ritmo como fenômeno multidimensional. As transcrições e análises foram desenvolvidas com base em aspectos musicais (técnicos e interpretativos) observados in loco, através de pesquisa participativa como membro atuante em alguns terreiros de candomblé e em baterias das escolas de samba, mais especificamente no Ilê de Oxalufã (Ketu), na Casa de Angola Kyloatala e na bateria do Grêmio Recreativo Cultural e Social Escola de Samba (GRCSES) Império de Casa Verde, todos localizados na região metropolitana da cidade de São Paulo. Observamos que muitas das estratégias adotadas pelos atores responsáveis pela transformação e manutenção desses padrões resultam em diversas ambiguidades e são realizadas muitas vezes de forma inconsciente. Identificamos que a produção musical e a identificação cultural, apesar de diversas dubiedades interpretativas ou por influências do meio, continuam sendo desenvolvidas a partir de estruturas rítmicas e por conceitos mais amplos de ritmo, herdados via diáspora africana e norteadores de processos coletivos nos terreiros de candomblé e nas baterias das escolas de samba – instituições responsáveis pela divulgação destes saberes diaspóricos.