Michel de Certeau e as pesquisas nos/dos/com os cotidianos em educação

"Michel de Certeau foi um intelectual atento às práticas cotidianas que forjaram redes de ‘fazeressaberes’, relações de poder, transformações culturais, crises institucionais e tensões sociais conformando os ‘espaçostempos’ em que viveu. Transitou por caminhos já percorridos pelo pensamento e pelos...

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Dades bibliogràfiques
Autors principals: Maria da Conceição Silva Soares, Carlos Eduardo Ferraço, Nilda Alves
Format: Online
Idioma:portuguès
Publicat: SciELO Books - EDUERJ 2021
Matèries:
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Descripció
Sumari:"Michel de Certeau foi um intelectual atento às práticas cotidianas que forjaram redes de ‘fazeressaberes’, relações de poder, transformações culturais, crises institucionais e tensões sociais conformando os ‘espaçostempos’ em que viveu. Transitou por caminhos já percorridos pelo pensamento e pelos pensadores, com eles conversando criticamente, abriu trilhas para explorar novas sensibilidades e atravessou fronteiras entre campos do conhecimento, lugares e épocas, produzindo diferença com sua trajetória acadêmica e política. Sua contribuição ao campo da Educação é inestimável e se substancializa em uma empreitada teórica para criar uma epistemologia das práticas cotidianas, as quais estão, segundo ele, no cerne da constituição dos diferentes domínios social, entre eles o educativo. O que Certeau nos propõe é pensar “outramente” a questão da diferença nos cotidianos. Para isso, precisamos nas Pesquisas nos/dos/com os cotidianos em Educação de posturas epistemológicas, teóricas e metodológicas que nos possibilitem, além de indicar os mecanismos de homogeneização e controle exercidos por um poder centralizador e determinista, enxergar os usos que os ‘praticantespensantes’ dos cotidianos fazem deles e os desvios que esses usos produzem. Torna-se relevante compreender os cotidianos como campos de luta, nos quais o poder está sempre sendo contestado e disputado. Precisamos, ainda, indicar a multiplicidade de modos de existência e de ‘conhecimentossignificações’ que com essas operações de usuários se engendram criando cultura e produzindo sentidos."